Ante a folha

Ante a folha em branco jaz um poeta
Que há muito tempo negou a poesia
Cercado por medos ele decidia
Que o melhor era calar

Que as palavras escritas não valiam
Que as pessoas não o entendiam
Da forma pura que seu coração batia
escritas em papel, seu olhar

Hoje ele não faz poesia
E as palavras caladas, por teimosia
Esperam avidas por um momento

Donde de alma machucada
O poeta, de forma esperada
as transforma em lagrimas e lamento

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