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Ante a folha

Ante a folha em branco jaz um poeta Que há muito tempo negou a poesia Cercado por medos ele decidia Que o melhor era calar Que as palavras escritas não valiam Que as pessoas não o entendiam Da forma pura que seu coração batia escritas em papel, seu olhar Hoje ele não faz poesia E as palavras caladas, por teimosia Esperam avidas por um momento Donde de alma machucada O poeta, de forma esperada as transforma em lagrimas e lamento

O ódio em banho maria

Eu te odeio Que controle é esse que você tem? Quando você o conquistou? Mesmo depois de tudo, eu busco olhar pra mim pra justificar seus erros. Eu te odeio, mas odiar não é suficiente. Meu ódio, pra minha infelicidade, é um ódio compassivo. Não é pena, não é dó. Eu queria entender o que é. Eu te odeio. Eu não quero te ver mais na minha vida, e ao mesmo tempo, por um capricho divino, antes de renegar todas as coisas que vivemos, eu tenho que lembrar que as vivemos. É como se você caprichosamente estivesse nos lugares onde eu queria que você não estivesse. E você não está. Eu estou. Eu te levo comigo, e eu só queria não levar ninguém. Eu sei, é o tempo que vai te levar da minha vida. Mas que engraçado é esse tempo, que até quando eu estou longe, me faz lembrar de você. Eu te odeio. Você conseguiu descobrir meu pior lado. Do pouco mérito, te dou isso, Mas eu te odeio. Você foi um sonho que eu sonhei sozinho, e que habita minha mente. Nada mais. Você sabe o que vivemos, eu não. ...

receita

Deixa ir quem quiser, deixa vir quem vier, tenha a memória seletivamente fraca, que a visão seja seletivamente embaçada acredite menos e viva mais... (em construção)

um novo

De novo um sopro, solta se no vento, aleatório pensamento dente de leão, flutua. talvez almejando a lua, alcança-se o chão? talvez delírio dos poetas, talvez loucura dos sãos... o destino é incerto, de certo, seu dono no limiar do monótono, aqui brinca de palavras. A palavra flutua, o inventor a sopra agora é incerto, agora é éco... Nada diferente do que um dia ja foi.